0860. Morada

“Esse imenso desmedido amor, vai além de seja o que for…”

Moro num barril
dentro de um quadrado,
sumidouro de energia,
no coração de algum lugar

Meu coração tentar ser
mas não mora cá ou lá,
mora na vastidão
descompromissada do
horizonte, mesmo sendo
ele vertical…

Mora onde mora
o acaso e a sorte,
no incontido das possibilidades
na incerteza das escolhas
no definido e definitivo

Moro onde me cabem os cantos
e todo canto é infinito,
mas este barril de pólvora onde vivo
parece que implode

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