0900. Ho[ménage]m à falha

Não se preocupe em esquecer de vez
quando chegar lá você dá um jeito
Pense bem se foi só meu o defeito
ou se o erro foi de nós três

Naquele dia eu não falhei
aquela mão sobre o meu peito
Naquele eu apenas me intimidei
não soube o que fazer direito

Essa proposição feita num boteco
anunciação de uma pretensa liberdade
e a intenção era a intensidade
mas eu não pensava que fosse no meu teto

Ele também não compreendia
dizia amei e agora só a loucura
Você apenas rodava e se dividia
tuas penas fechando a patética moldura

Velho e moço ao som,
vinho e velas ao chão
Vida doida e marrom
nem vermelho ao menos o batom

Noite finda assim, dia aceso ou não
em vocês e em mim tentando ser um nós
Sinto que não deu o encontro então
tudo foi em vão, parco, pouco e atroz

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