1073. Qual tu queiras

Queria essa que já te lançasse
ao amável intuito de te
ser amor.
Falar de paixão debaixo
dos meus braços amparo
de mãos.
Daria-te as pedras quando
fosses falar do acaso e da
aurora, para alicerçar a
necessidade distante das
palavras.
Proporia um pedido e pediria
uma proposta para ter
teu corpo debruçado sobre
o meu em lençóis
limpos e cama macia.
Teu hálito de malte e cevada
a apaziguar minha conduta
e tuas pernas abrindo-se
ao meu corpo, que gritava
os sussurros mais discretos
que já imaginou.
Eu seria qualquer coisa
nesse instante e eu mesmo
além e tu serias simples.
Flor disposta a uma
luz na noite.

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