1578. Potência e poder

Vês estas luzes brilhando no horizonte
Dou-te tudo isso, é tudo teu ao teu alcance
Um dedo de prosa apenas e garanto
Tudo é teu, dado, sem preço ou quanto
Guarda essas almas todas para ti
E embebe o vento que as toca aí
Não as solte assim de qualquer modo
Toma o que é teu sem engodo

Olha as luzes que te dou à revelia
Aprisiona as almas, é tudo o que querias
Preveja tudo o quanto antes melhor
Que seja assim mesmo, tu o senhor
Doma tudo, desde o acaso à certeza
Reina soberano sobre a alegria e a tristeza
É tudo teu. Doce, sal, sentido e vida
Tudo teu, todas as histórias e lidas

Pode ter certeza que é teu o poder
Potência toda tua de ter poder
De ser potência em poder

Pior seria se fosse outro a ganhar tudo
Governa o que é mesmo o absurdo
Dou-te tudo e tu tens o que querer
Toda a potência e todo o poder
Cresce, infla, explode em teu ego
Que é tudo teu, veja e não seja cego
Despreza tudo e cospe em cima
É tudo teu mesmo, o que precisas

É tudo teu, vais fugir agora?

3 comentários em “1578. Potência e poder

  1. Olha, talvez, e somente talvez, você não entenda o por que de dizer isso, mas hoje eu estava com a garganta travada, não conseguia respirar mesmo parecia mais um vulcão preparando o ato de explodir. Daí entrei aqui… e ler tua poesia me devolveu o fôlego. É, poesia mata, mas também traz vida. Demais teus escritos Guilherme, demais de bom.

  2. Cris, ontem estava nesse maremoto que é a minha vida emocional, e definitivamente estava mal, estando mal. A sensação logrou ser contínua até hoje de manhã, quando por destreza da vida eu vejo que você dedicou alguma parte do seu dia (mesmo você parecendo não gostar dele) a ler minhas coisas. Demais você gostar do que escrevo, Cris. Me dá ímpeto de continuar. E me deixou bem. :)

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