1756.

Fruto do anonimato,
bem do meio do
rio Araguaia, descendo
sempre sem parar.
Bem antes ainda,
fruto da desesperança
de não mais ser da
sua terra por força de
quem errou e também
me faz.
Fruto do trabalho
escravo, do depois
mal pago salário.
Fruto desse sangue
pardo, fadado como
todos os meus
antepassados a
orgulhosamente nunca
chegar ao
estrelato.

Monte Alegre, GO.

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