1962. Nara

Nara, antigamente,
sentia frio,
agora se derrete
todos os dias
como se o calor
nunca pudesse
se ir, como se
seus pecados todos
insistissem em
sair por seus
poros incessantemente

Nara nunca mais
dormiu de fato
desde que sua
quentura foi
pra lá da fervura
Nara ardia em brasa
eternamente

Eu bem que tentei
fazer algo por Nara,
ofereci água
e mesmo gelo,
mas Nara,
boa penitente
que é, não aceitou nada
e queima
sempre
até agora

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