1982. Do encontro

O mundo parece que flerta com o improvável
E o caminho do encontro é longo e a marcha é lenta
As nuvens se agrupam numa chuva atrás do campo eternamente aberto
Vêm devagar
A impossibilidade percorre as folhas paradas da figueira gigante
É uma obra que não acaba e todo seu estardalhar
É um beijo das nuvens com o ar

Nessa época do ano queimada é difícil
Mas ainda assim provável
É a probabilidade do improvável que dá a tônica
E o fogo queima
E as nuvens nesse céu sem fim flertam com a possibilidade
Num caminho longo, percorrido lento,
Acariciando folhas e promovendo beijos de nuvens
E da água no fogo

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