1997. Réptil quase leoa

Tinha algo como escamas
que talhava o colchão
das camas

Mas tinha uma juba
e garras e presas
e pressa
e aquela moleza de dormir sempre

Mesmo lenta em seu casco
que também havia nela
tinha sempre pressa

E quando via sua presa
fazia-se de tartaruga de aquário
roçava como gata no cio
e depois devorava o otário

Feia como só ela
Feia e híbrida
Como uma leoa
meio hidra

Feia como bela

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1997. Réptil quase leoa

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