2939. Desconstrução

Trepou daquela vez
Como se fosse a única
Ficou com um qualquer
Como se fosse o único
E tuitou aos seus
Como se fosse o último
E atualizou tudo
Num modelo elétrico
Fez-se desconstruído
Um tanto cibernético
Ruiu todos os alicerces
Paradigmático
Bites por bites presos
Num fractal esquálido
Seu corpo embalsamado
Por hormônio e plástico
Saiu para agitar
Como se fosse sábado
Comeu sua própria mão
Um tanto pornográfico
Depois vagou pelo espaço
Como um apóstolo
Quebrou até o chão
Numa rebolada cândida
Fumou até o céu
Como se fosse por hábito
E arroxou por Deus
Como se fosse pároco
E ficou pelo meio
Do estrato econômico
Gozou em três segundos
De modo biônico
Viveu com ler na mão
No seu serviço público…
  
  
Trepou com pilha azul
Para ficar mais túmido
Fritou com um qualquer
Como se fosse químico
E abortou os seus passos
Para o pulo trágico
E atualizou tudo
Como era o seu hábito
Se desconstruiu
Em elétrons cibernéticos
Ruiu-se anoréxico
E se quedou esquálido
No seu alicerce
Uma arquitetura lógica
Seu corpo transformado
E posto para o público
Saiu para agitar
De modo pornográfico
Comeu no japonês
Um sushi meio arábico
Vomitou junto a vodca
Num lance bulímico
Girou moinho de vento
Meio supersônico
E se integrou ao céu
Como se entrasse em êxtase
E bolinou os seus
Como se fosse pároco
E saiu bem no meio
Da orquestra sinfônica
Gozou por toda a rave
Num momento lúdico
Viveu na contramão
Propagando o místico…
  
  
Comeu e vomitou
Toda moça bulímica
Trepou com todo macho
Do modo mais cálido
Ergueu o seu lar
Reaproveitando plástico
Saiu para agitar
Um carnaval metálico
E boiou num mar
De sêmen pornográfico
E ficou pelo meio
De um estrato quântico
Ressuscitou da vida
Apaixonando o público…

5 comentários em “2939. Desconstrução

  1. C@ro, Deus lhe pague… Fui a um xou do Wisniki sábado agora. Fiquei lá suspirando forte na segunda fila, bem em frente a ele. Chorei também, lágrimas grossas. Daí, o video… é mesmo lindo, né?

    Legal a sua paródia! Eu pude ouvir a gente cantando.

    Beijo

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