3005. Teleologia da moral marginal

Todos os horizontes foram dilacerados
a última fronteira é inteira interna
a beira, o fora – há uma folga?
Quando você tenta ir à forra
o dentro jorra por dentro
e a noite é alta, tensa,
a calma mora longe
A sensação é dez vezes pior
existe um lamento, uma lamúria
se fosse uma floresta com frestas lumiadas
entre cada folha uma sensação de luz
até poderia fazer sentido o batuque incendiário
a festa
Farsa nenhuma chega aos pés
força alguma lhe demove da cama
são os rastros químicos e eletrônicos que ditam
a pulsação do que ainda pode ser enquadrado na categoria vida
e tome mais doses de imagens
mais tânatos de tons
além possibilidade de pequenas mortes
Seu veneno posto à mesa
seus tóxicos para a alma
Provérbios sábios e uma efusão mística destroçando a visão

Todos os horizontes foram dilacerados
e a luta é para conservar o casulo primeiro e último
recluso
Você cava trincheiras
mas o mal vem dos céus, das frases
de dentro
A esperança maior é por ânsia
por vontade, desejo e pulsão
Transtornando a expectativa em fim

Todos os horizontes foram dilacerados
a carne exposta, o corte
é qual cor de espelho
Corte a dor pela raiz
e ela brotará de novo
Calma, a culpa não é sua

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3005. Teleologia da moral marginal

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