3030. Para tudo que foi, para tudo que é

Houve um tempo em que tudo era o norte,
aquele lugar em que a vastidão do horizonte
pulsava nas veias
e o sem limite do céu se mirava como meta.
Era uma ânsia pelo inesperado
envolvida em súplicas por mais.
Onde não calhava aquele vislumbre de que
o enraizado é parte para o infinito
e que o sólido – que, sim, desmancha no ar –
é arte vivida no aqui e parte pura para partir ao além.

Certo que foi você quem abriu a porta
e de dentro do real deu a deixa certa;
que ao entrar na casa, minha, nossa,
a vastidão se faria em cada cômodo
e mesmo em cima da cômoda,
na escolha do pano de prato estaria ali
– estampa e essência –
uma existência plena, aberta, quimérica, real;
o não lugar mais heterotópico possível:
o amor vívido de dentro do nosso lar.

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