3159. Banzeiro

A barca balançava
um lá pra cá
na contramão do rio
Embarcado estava
um bazo sem riso
No Anaraí perdi a razão
No Anuerá o sentido
No Urubuquara já não estava
mais que um corpo vazio
Na calha do Arari
depois de sua Rainha
o que se assemelhava pálida
era essa existência vazante
num rio que nem lágrimas

Anúncios
3159. Banzeiro

Diga

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.