3259. Antes do céu

Acompanhados desde longe, ficamos
        como tudo antes da parada
        – a mente em sobressaltos dentro do crânio.
O tempo que se moveu sonolento
        despencou em letárgica velocidade
        chega esmagou tudo.

A cidade pouca e larga:
        cimento, postes, ipês, sol;
e dentro da luz a pino no meio do meio-dia
        foi verde o que parou, a praça
        em tom brilhante, a ideia com gosto

quando se sabe com a pele,
        com a veste dos olhos despida
a desnudar as entranhas
        borbulhando aquilo que impele pelos.

Um pombo cruzou o céu
        outro pássaro marcou frutas ao largo dos casais.
A paz poderia, mas ficou parada:
        “Precisamente, parar é o mote”
        antes que alcançasse o céu.

Antes do tempo, ficamos
        para ficar com a terra e seus frutos,
alimentar pássaros e se debruçar
        pelo largo da cidade, borbulhando
        sem sobressaltos
sem céu para voar.

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3259. Antes do céu

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