3280. Liberdade

Lá por onde o vago da cidade
Anda a pernoitar os sonhos insones
Lá bem no lugar em que a cidade se abre
Entre os limites
Do sonho e as certezas do amor
Há o depois deles
Impuro lugar em que o querer não dorme
E à realidade não cabe o ódio
A cidade da liberdade
Fica num canto escuro de si
Lúcida e consciente, lá sente-se o latejar
De toda saudade sem medo
E o melhor do que a paixão
Lá se ama com os olhos do peito abertos

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