3314. Destinação

Amor, amada,
vou ali tomar uns murros da vida
que ela pede         não para
anseia por sangue
o meu         o nosso
Ela não cessa

Amor, amada,
mesmo que tudo se encaixasse
o que arfa         arma
não orna o mundo
não afeta         pouco enfeita         desagrada
A vida pesa e obstrui as vias dos corações

Amor, amada,
se pudéssemos nos bastar
pelos lençóis, luas e sóis
pelo que somos nós,
dádivas de quereres e vontades
frutos dessas mesmas verdades
e não crias de novelas
bíblias, dogmas e indústria cultural
até daria para sermos

Mas, qual o quê,
sinto que vou ali, apanhar
da vida
                           do mundo
                  de tudo

Porque amor
Porque amada
a realidade pulsa
os preços sobem
as bolsas caem         os juros explodem
E meu peito que abarca
– amor, amada –
terá real acolhida
no casto da lida
dia após dia

todo errado
emaranhado e desatado em tudo

Um vagar de querer
suicida
calado pra sempre
no trabalho da vida
e na apatia         que murmura
sê tal e qual         todas         todos
nos dias

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