3599.

I

espreito tua ânsia
de flores e faíscas

teu corpo delicado de
caligrafia precisa
em versos compostos
pelo alumbramento
do orun

avisto tua imobilidade
de portas abertas
para a mudança
 
 
II

cá, detrás desse muro
fito pouco a pouco
tua reconstrução

ouso transpor o muro
e meu corpo pedra bruta
constrói-se a própria parede

o máximo do meu toque
é continuar-me em terra
que sustenta teus pés
 
 
III

a nada sou indiferente
e minha pena
ser tocado por tudo
é a desatenção plena

e sempre
tropeço em minhas próprias pedras

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3599.

3 comentários sobre “3599.

  1. Difícil comentar mas impossível não tentar… Seus poemas são sempre belíssimos, acho que já disse isso, rs, é uma alma poética em estado puro…

    Lindo demais <3

    beijos!

    Curtido por 1 pessoa

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