3600. grande rolê: quebradas

a neurose é algo nobre, recobre
aquela fúria dela, truta, consorte
mano meu, Sapien, deixa eu dar a letra
debaixo da bombeta fissura forte, treta
h.aço eu acho, sempre, ideia no pente
e no peito, mole, carne nem sente

tudo monstrão nos ao redor, dixavado
mano meu, Sapien, vai vendo
o pisante dá um choque, transtornado
eu sou só a minha beca? sigo sendo?
alma sem corpo no baldio desovado
alma ainda, bagaceira, se encolhendo?

veneno, lupa baixa, eu me entranho, só pala
pelo afora da pele parda, pelos, placas
tinta na esquina do coração com a costela
e essa pira, noia, para além dos bico
que inflama, aqui dentro tudo descamba
mano meu, Sapien, negro drama

paguei de cabuloso, mas pouco sei
como brisa, fritado, sucumbi
irmão, bagulho loco, essa quebra aqui
foi mó função quando trombei
pipoco pra todo lado, quase caí
firmão, segui suave, sagaz, não zoei

é disso inteiro, junto, misturado, demente
mano meu, Sapien, uma pá de parte
cada uma num corre à parte, tipo arte
nem lá nem cá, é dentro em tudo, ente
que se esparrama por todo onde e arde
essas quebras de dentro da gente

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3600. grande rolê: quebradas

2 comentários sobre “3600. grande rolê: quebradas

  1. A banca do rap sempre inspira, mas nessa empreita, mote e glosa, foi da mistura, das ruas e suas rudes intervenções em corpos e almas com os sertões de ROSA, Guimarães.

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