Feliz 2017

Mais um ano posto. Nem sei mais se vale a pena contá-los. A velocidade domina tudo. Se não a velocidade, provavelmente a falta de sentido com o cotidiano é o que impera. A falta de sentido observada com a sucessão de imagens de uma tecitura tão flácida, que parecem esmaecer a qualquer toque de brisa, perdidas num frágil calabouço em que nada precisa estar guardado na memória. Como se nada tivessem sido, como se a existência fosse apenas um aparente modo de prosseguir. Sem sentido algum.

Há um estado de sempre ir, chamado presente, que se perdia entre um horizonte de expectativas e um espaço de experiências. Mas isso era antigamente, agora é só isso: ir. E o mundo ia, mas quando o choque se deu, foi que houve o entendimento de que o mundo foi. E o choque não foi de um meteorito, um tremor, uma explosão, foi um espasmo de letargia antes da morte das funções vitais. Sem expectativas.

Prenúncios, presságios, profecias se fizeram, houve até mesmo quem analisasse cientificamente a que termo vindouro chegaríamos. E eis que, finalmente, chegamos. Talvez nunca nos apercebemos de que esse estado viria assim: vindo. E conosco dentro. Mas cá estamos, diletantemente orgásticos ou arruinadamente angustiadas, indo. Sem direção alguma.

Esses dias li que a esperança é um ato político. Esses dias li tanta coisa e há tanta política. Esses dias, que vão.

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