3888. Tempo de dor

Desculpa-me, meu pai
mas é muito difícil
entender os seu sinais

meu peito nasceu na
ignorância
e continua a desaprender
e a cada lição
compreende menos

Falo de peito, meu pai,
porque a cabeça
funciona aos solavancos
e só vai, posto que não para

O peito não,
o peito para
e costuma querer parar
todo o resto
a todo instante

apenas por mania
de buscar não existir,
como naquele saudoso
tempo em que não existia,
o tempo de antes de mim

Perdoa-me, meu pai,
sem rancor,
mas o tempo
é de dor

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2 comentários sobre “3888. Tempo de dor

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