4004.

A poeira toma conta do chão,
dos móveis, dos imóveis, das coisas
imateriais

A poeira toma conta da mente,
do espírito, da

É um pó fino, restolhos de papel,
grãos de arroz, pelos, partículas de peles
primatas

Eu me perco na poeira
fico parco,

Me entremeio
nesse mar de
fragmentos

Em qual lufada de vento que
me perdi, não
sei

Parece que não há como juntar
e às vezes junto tudo debaixo do
tapete

Mas tudo espalha de novo
pela casa, pelo todo, sem
firmeza

Só voos e estacionar

Poderia ser bom, ser lindo,
delicado, livre, mas não
é

É apenas um espalhado
de partes e sujeiras, por toda
parte

Sem fim,
sem firme, ser
despedaçado

Anúncios
4004.

Diga

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.