4009. Treme

Um tempo de têmporas e reviradas,
sempre soube que o passar desvia o eixo
que o fato não acalenta a lida
e o pouso se intromete nas cercas

Um trajeto de sangue e revoadas,
nunca disse que a trilha era do início ao fim
que o marco não enganaria os horizontes
e que o fluir não desintegraria as raízes

Eu ponderei o pó por onde andei
e perdi o rastro na poeira levantada

As partes não se encaixam
num mundo de calor e gelo

Há o que comprime e o que expande,
uma revoada de bichos solitários
na noite mais clara que já existiu

Perdi a tessitura da claridade e da escuridão
como todos os bichos se esquecem agora
o translado para onde

Onde urge um fim

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4009. Treme

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