4016. Orgônio

Andar por entre esse complexo de átomos é coisa que não depreende liberdade. Os signos tatuam um certo sentido de coesão. Coesão. O eletromagnetismo pós-gravitacional também. Tudo meio, canal, conducto. Conluio. Eu espero e não espero. A prisão de ficar bem, a cadeia de ficar zen, a masmorra de ficar mal, os grilhões de ficar caos. Cada aglomerado de moléculas é uma traição perceptiva. Todo embaralhamento mental cerebral é apenas manifestação desse ponto, desde aqui, que reflete o todo. Engodo. Sombra e luz como ângulos e adentros e porforas. A musculatura é reflexo do estado total, fleuma, fórmula doentia. Eu te espero no fim, ou seja, desde quando começou. Gametas mais gametas, produto não quisto, pau atravessado na buceta, entre líquidos viscosos de tesão e tensão, uma decisão e a coisa dada: existência. Talvez mais, talvez menos, mas do mesmo. Existe postulação mais carregada de fado? É sina. Liberdade não existe. Existir é momento, não escolha. Contínuo do universo. Com ti, nó, nu, de um e verso. Universe.

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