4023. Pois, quando quereis?

Fiz trovoar as páginas de notícias
adentrando-lhes as nuvens carregadas.
De pronto
de cada território descolado
soergueu-se um olor de terra
molhada por sangue visceral.
Por dentro do novo milênio
Maiakóvski sampleia
seus estrondos retumbantes.

Estamos tristes,
é certo,
e como nunca por que motivo
poderíamos dançar a ciranda?
O céu do espaço
é diluído chumbo.
As zoeiras
e os relhos
iremos transpassá-los,
dissipá-los aos pedaços,
rasgando-os
como um míssil despedaça
as nuvens.

Um comentário em “4023. Pois, quando quereis?

Deixe uma resposta