0263. Soneto de um erro

As notas vivas de um jazz a produzem
O amargo das lembranças mo instruem
Dissonantes diluídas em meu ser
Catalisam poder de a não mais ter

A tendo em plenitude, a joguei ao léu
Não vendo que aqui a ter era a terra o céu
Sonhei com uma solidão perfeita
Perfeição real era dela a presença

Se o martírio agora, o jazz consola
Faz-me percorrer com toda paz e ira
Uma avenida de várias voltas

E minha alma ante minha razão a mira
Desculpas racionais sempre tolas
Aludem-me a sentir: por que não Mayra?

Deixe uma resposta