1842. Mandando ver

Os versos,
são sempre os versos
Mesmo quando caí
em aflição por
entender o velho safado
lá dos altos de quando
ainda era menor de idade
pasmo fiquei
em saber que só aqui
sua poesia não fluía
fiquei boquiaberto em pensar
que até no meio
de moscas de boteco
cervejas quentes e cigarros amassados
poderia brotar a palavra
pela palavra
a palavra em forma
a prosa
no verso
o verso

Este pode sempre ser mais
que o azul, que o sabiá
que a dor de cotovelo eterna
que a lépida e fagueira consternação diante do mundo
Este pode sempre estar
mandando ver

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