3046. Onironauta II

longe a voz se faz
a mecânica tesa da acústica das fibras
que compõem os sentidos
percebe a vibração desde já

imagens turvam a vinda
turbilhonam bilhões de textos
fazem a voz dançar
derramam expectativas esparsadas
– esses espaços da espera

longe, há voz vindo
sorrindo em explosão
vibra desde lá já cá frações
– mesmo, já denunciava a primeira explosão:
os ecos longínquos lançados ao além,
existência urgente desde a grande

balbuciam grotescas conexões
os sentinelas de agora e essa voz que já se prevê
pois urra o fim versado no início

caminha pela vastidão árida do futuro
até a planície desde agora
perpassa lapso vindouro
eco sonhado
nos vales do passado
nos fossos abismais e nas fossas abissais
do tempo da existência:
o pretérito, como prisma a decompor a luz do ser

mas longe a voz se faz
pós escrito lido antes
reverbera no peito

posto isso, o prenúncio da voz que vem medita:
há o agora
limpando estrelas:
a derradeira lida, o único eito

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3046. Onironauta II

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