3316. Chá de corpo

O tempo era lento
O pouco que ia trafegava naquele trote
das tardes de domingo
que nunca ardem
e o asfalto vibra calor
A rede nem balançava
O ventilador só embaralhava o ar
O suor estacionava em cada curva do corpo

As partes que compõem a vida
Carinhavam dentro em si
Disso que feito se esfacelava
na lerdice das horas
Como o corpo puro sal
Qualquer tempo apenas ir

Era um acometimento dum pulsar afoito
Que desagoniava as partes
Salgava a vida
Olhava a quentura do ar
Derramar-se nas curvas das horas
Alumbrava o deambular dessas indefiníveis
Como meigo arfar na insistência
do que corre desde sempre

Era uma infusão das partes que limitam o sangue
na quentura das horas
E nada ardia

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3316. Chá de corpo

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