4121. Panema

A desdita começara de véspera
numa partida partida entre duas bandas:
uma avante outra retrovisora,
mas parecia mesmo era que a bola
é que tava malassombrada.
Quem mantinha a pelota sob domínio
era afetada por um enfado tal
que zicava toda condução:
perdia-se num ensimesmado irredutível
à realidade,
inação plena – quebraram alguns bancos, alguns.
Outras tantas ficaram no twitter. –,
mas de junho pra cá foi essa coisa
que nem vai e nem foi
fica sendo sem saber que tá,
cara de empanzinado ou enfezada,
mas o certo é que é quase uma maleita d’alma,
cabeça de burro enterrada dentro do peito
mandinga venenosa de traído pela atração
da outra banda,
que quando se vê cá, o que de lá bombeia,
perde-se o caminhar e só fica
a cara de véspera eterna

partida sem campo

campo sem mato

mato sem

morte desprovida de vida – vida abandonada é esse quase,
 
 
 
uma panema da porra.

Porta de entrada pro ermo.

4121. Panema

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